sábado, 21 de maio de 2011

E se alguma outra vida parecer que gente se conhece de algum lugar...

É. Realmente é difícil acreditar que no fim a gente não vai ficar juntos como em todos os contos de fadas. Que tu não vai vir me buscar em um cavalo branco e me apresentar pra todo o teu reino. Que tu não vai ser um herói me salvando de um terrível monstro de 50 cabeças. Ou que tu não vai me ligar, me convidando pra ir pra rua na noite mais entendiante da minha vida.
Mas se eu consegui ter coragem pra escrever é, só porque, já não existe nada.
Lamento.

Até hoje eu lembro bem:
12 anos e te conheci.
Meio que numa noite nada especial, num lugar que, até então, não tinha nada de especial, e tu uma pessoa nem um pouco especial. Até que as coisas foram acontecendo meio sem eu querer. Tardes e noites juntos.

Bem, aí as coisas mudaram:
Um melhor amigo como eu nunca havia tido. E os sentimentos se repetiam e eu me sentia tão grande e tão útil ao estar contigo. A certeza de que nunca sentiria isso por mais ninguém - até hoje carrego ela. E foi tão rápido.

Meus ciúmes; Meu choro. Teus ciúmes; Tua raiva.
Rotina.
E tempo não parou.

Tu já longe.
E eu já não acreditei mais em amor e em nada que deriva.
Já não acreditava em nada tão incrivelmente bom - suspiros;
Já não acreditava em nada tão incrivelmente ruim - orgulho.
Já não acreditei em quase nada.
Já não aceitei essa ironia do tempo.
Já quis não ter que passar por isso.

Acabamos alimentando lembranças nada originais da nossa adolescência.
E mesmo sabendo que tem carinho, optamos pelo pior e mais sensato caminho, talvez.
E algo muito menor que a distância te levou pra longe.
Os meus porres piores; As minhas confissões.
A melhor notícia que tu poderia receber.
Minhas fichas caíram...

Nunca estive tão longe de ti. Mas nem me atrevo em voltar agora. Isso é só pra te lembrar (eu não sou de acreditar em outras vidas e afins): se em alguma outra vida parecer que a gente se conhece de algum lugar...
Bem, vai ver que é porque a gente se conheceu.